Apresentação
Nada melhor que macaco computadorizado para o nome deste blog. Advindo de uma reflexão de Flávio Gikovate, compreende a característica que nos diferencia dos outros animais, que é a capacidade de usar um elemento que nos remete a possibilidade de gerenciar as informações a fim de que possamos usufruir melhor não só o ambiente, a vida, as outras pessoas, mas também progredir em nosso estado de felicidade. Temos a vantagem que este computador não tem o problema de espaço físico insuficiente; e por mais que às vezes seja igual ao windows e dá pau,
sempre tem um control-alt-del que fecha aquele programa que está causando problema.
O intuito deste blog é dividir idéias, sugestões, acontecimentos gerais, notícias, experiências corriqueiras, dissabores, prazeres, amores etc; procurando não apenas entreter vc, leitor, mas tb imaginando que vc esteja em constante busca de si mesmo, de sua subjetividade e de autoconhecimento.
As dores me trouxeram ao mundo da razão, à descoberta de um computador em meu cérebro, e a partir desta descoberta não consegui parar mais de buscar o autoconhecimento. Hoje é óbvio enxergar os erros do passado, fruto de uma maior descoberta de mim mesmo. Descobrir-se é doloroso, conviver consigo mesmo é rever-se, autocriticar-se, e não despejar toda a sua subjetividade em alguém que é visto como a salvação de nós mesmos. Aliás, talvez neste ano e pouco que estou sozinho (leia-se sem namorada) minha maior descoberta tenha sido justamente como pode ser bom estar sozinho. Curiosamente é sozinho que aprendemos como sermos melhores, e não com alguém que geralmente nos impõem certas características e nos padronizam em atitudes e comportamentos. Este alguém, quando visto deste jeito, faz o mesmo papel que nossa família, pois sem querer nos percebemos com atitudes e comportamentos que nos são peculiares sem que tenham passado pelo crivo de nossa razão. Estar sozinho é abrir a possibilidade de descobrir os próprios vícios, o que provoca uma dor passageira que é suficiente para espantar grande parte das pessoas que toleram mal contrariedades, e portanto acabam longe do sentido real e prazeroso (a médio-longo prazo) do autoconhecimento.
Autoconhecimento é a palavra. Muito bonita, todo mundo curte a idéia. Mas, efetivamente, quantos que estão dispostos a uma dor ao encarar a própria subjetividade? Falar é bom. Aliás, falar é fácil, não só bom. Soa interessante, soa atual. O vício generalizado não é ter atitude conforme o que se fala. É uma pena que as pessoas não são aquilo que falam, e nem ao menos se importam com isso.
Acho até que é em virtude disso, em um estágio final, temos um mundo vale-tudo em que a felicidade é uma busca constante e vivida como montanhas-russas; e o pior, uma busca externa de uma infelicidade interna, visto que procuramos externamente o bem estar, como se todas as respostas as nossas características e sentimentos fossem somente pressões advindas daí.
Altamente influenciado pelo Flávio Gikovate (o qual tenho lido bastante), este blog tem a pretensão máxima de fazer vc pensar. Apenas isso. Usar o computador que vc tem para permear e intervir em seus sentimentos, seus vícios e suas caracteristicas. Não espero sugerir caminho algum para qualquer problemas específicos, mas sim novos pontos de vista acerca de mim mesmo, da vida, do que penso etc.
Atendendo em seu computador, proponho-me a ajudar você a pensar, redescobrir o que somos, o que realmente temos em mente e o que definitivamente queremos - e o quão diferente atuamos em contrapartida ao que "queremos".
Não pretendo me prender a apenas em assuntos pessoais, embora seja o marco inicial deste blog.
"O objetivo é a permanente autocrítica, não com o intuito de nos colocarmos pra baixo ou nos acovardarmos, mas visando a permanente evolução que deriva de podermos corrigir e ultrapassar nossas limitações.
Por não estarmos muito preparados para a instrospecçãoe para o autoconhecimento, sempre foi forte a tendência de atribuirmos a fatores externos a responsabilidade pela não realização de nossos maiores anseios. Sempre foi mais fácil e apaziguante pensar assim, em vez de supor, a sério, a existência de obstáculos internos, ligados à própria natureza e estrutura de nossa subjetividade".
A Liberdade Possível, de Flávio Gikovate.
Stefano.


2 Comentários:
Parabéns pelo novo espaço!
Bela intro e pensamentos bacanas.
Como você disse, autoconhecer-se pode doer... mas depois te faz um bem danado. =)
Abração
Valeu, Dennis.
Muito obrigado pela sua visita.
É legal saber que já conversamos sobre isso e o quanto pensamos em comum...
Abração.
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