Manteiga derretida
Sou uma manteiga derretida quando o assunto é homenagem aos pais. Hoje foi minha colação de grau ( sou professor licenciado), e segurei o choro diante daqueles clichês básicos que acontecem em 100% destas ocasiões. Com defeitos e virtudes, sou o que sou devido aos meus pais. Meus pais são educadores. Professores da vida. Ensinaram-me a viver, dentro da possibilidade e capacidade de cada um. Lições que valem como impulso inicial na criança, que mantém-se como alicerces da vida adulta. Respeito, honestidade, tolerância e amizade.
Minha formação acadêmica, colégio (à partir da 5° série) e faculdade, eles que bancaram. Meu mestrado, parte com bolsa de estudo e parte sem, fora dedicado à eles. É o mínimo que eu poderia fazer. Sinto que tenho uma dívida, talvez um sentimento de gratidão, por tudo o que eles me proporcionaram. Segurei o choro olhando pros lados, desviando meu olhar dos olhos deles. Meus pais são parâmetros que dizem o que sou, mas tb do quanto quero ser diferente em alguns aspectos. Meu amor não os torna perfeitos. Amo meus pais por eles terem proporcionado à todos os filhos oportunidades que eles jamais tiveram, e por quererem ver seus filhos melhores que eles. Eu os amo por um contexto, por uma vida e por uma educação que me proporcionou chegar onde cheguei.


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