terça-feira, maio 02, 2006

"Quando Nietzsche Chorou", eu sorri

Como estou numa fase muito introspectiva, lendo muita coisa a respeito de nós mesmos, de como funciona a nossa psique, nossos vícios, sentimentos etc, acabei esbarrando em Nietzsche. Nietzsche é um filósofo alemão, conhecidíssimo, que tem livros muito discutidos e polêmicos. Quem o lê geralmente adora, e a impressão que eu tenho é que é um caminho sem fim. Meu conhecimento sobre Nietzsche se limita em alguns bate-papos com leitores e em fóruns. E só.

Engraçado é que os leitores me afastam e me aproximam de Nietzsche. A impressão que eu tenho é que carregam frieza e vêem a vida de uma forma muito cinza. Talvez por perceber que é um caminho sem fim e nada colorido, eu me afasto. Mas há alguma coisa que me aproxima tb, que é como ele mostra a realidade repleta de interesses. Fruto desta aproximação, quis ver algo relacionado com Nietzsche, e a oportunidade de ver a peça surgiu. "Quando Nietzsche Chorou" é uma representação do que teria sido um encontro de um psiquiatra, Dr. Josef Breuer (lê-se Bróier, o mané aqui lia errado), famoso por ser um dos pais da psicanálise, mentor de Freud, com o próprio Nietzsche, que estaria num estado de desespero emocional, saúde frágil e pensamentos suicidas. O Dr. Breuer seria a última possibilidade salvação para Nietzsche, que teria se consultado com os melhores médicos da época que não resolveram seu problema.

A peça acontece com dois atores representando Nietzsche e Dr. Breuer no consultório do psiquiatra, com uma mesa grande e central, outra de canto com os remédios e duas cadeiras. Os dois atores conversando o tempo todo. E assim acredita-se que fora criada a terapia através de conversas. Conversas muitas vezes áridas, revelando pensamentos que são os clichês de Nietzsche, como por exemplo: vc ama alguém ou vc ama o sentimento que aquela pessoa te propociona?

Fica aí a recomendação da peça. Tem o livro tb, que deu origem ao espetáculo.
Ah, vá com uma boa companhia. Eu fui com a melhor. E descobri que só poderia ter saído de lá sorrindo mesmo.

0 Comentários:

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Página inicial