terça-feira, junho 24, 2008

Grécia 2008

Acabo de voltar da Grécia. 25 anos depois voltei pra lá com meu pai e minha namorada. Foi sensacional conhecer Atenas, Thessaloniki e Santorini (mágico). Ver parentes que eu só conhecia por nomes foi bem legal.

Mas estou com saudade mesmo é de um país que não haja violência. Estou falando da Grécia, um dos países mais pobres da Europa. Minha preocupação era zero em Atenas. Contava euros pelas ruas, no metrô, sem precisar me preocupar com assaltos, ladrões. Nada!

Até quando viverei num país como este eu não sei. Resolvi escrever aqui antes que minha indignação passe e eu volte a me acostumar com o dia a dia maluco que temos por aqui.

sábado, outubro 14, 2006

Novidades

Quanto tempo sem postar! Nossa!
Então, pelo menos tenho ótimas coisas pra contar. Namorada-linda ganhou o prêmio CPFL em função de um caderno especial que ela fez sobre energia elétrica, ainda na época do JT. E eu estava com ela na hora de ouvir "the oscar goes to".... Foi o máximo. Ela é o máximo. E ganhou "só" uma viagem pra Londres, com direito a um estágio na BBC. Não, não tem acompanhante. Mas não fico triste, fico feliz por ela, encantado cada vez mais por saber que além de tudo aquilo que ela é como namorada, ela tb é competente ao extremo.

A outra novidade é que estou empregado. AEEEEEEEEEEEEEEE! Há uns 15 dias estou trabalhando na TeleImage, como checador da área de DVDs. É a grande oportunidade de fazer o que gosto, e assim até vou ocupar minha cabeça enquanto a minha namorada estiver lá em Londres...

Tá bom por hoje, né? Acho que valeu tanto tempo sem blogar!

domingo, setembro 03, 2006

O melhor de você

Tão fácil de deduzir, tão fácil de dizer, mas muitas vezes tão difícil de por em prática. Ser você mesmo é ter liberdade de pensar, agir e falar o que quiser, como quiser, sem o medo de ser repreendido, não-tolerado ou recriminado.

Temos que ser justos na escolha de um parceiro que nos permita que sejamos como somos, em nossa essência. Não podemos ser escravos do tal de "amor"(a tentativa aqui é minimizar o que chamamos erradamente de amor, que na verdade é mais dependência), pois pagamos o custo de nos sentirmos eternamente sufocados com nossas "verdades" internas.

Nossas "verdades" têm e podem ser externadas. Cabe, além de coragem e personalidade, uma escolha correta da parceira(o), que não limite suas virtudes, suas idéias, sua personalidade, mas sim potencialize tudo aquilo que há de melhor em você mesmo.

Digo isso porque eu sempre achei que o melhor que nós podemos ser para uma pessoa é como nós somos em nossa essência. E para sermos nós mesmos, em nossa essência, precisamos mais do que sermos livres (porque efetivamente todos somos), mas precisamos nos sentir livres. E se sentir livre remete a escolha de uma pessoa que também lhe permita sê-lo.

Não podemos ser omissos em nossas escolhas, e nossas parceiras(os)(por que não?), também são escolhas. E ainda dou uma dica: quanto mais parecida com você for a sua escolha, mais difícil de haver intervenções quanto à liberdade de expressão, e mais fácil de você ser o seu melhor!

E lembre-se: o melhor de você é você mesmo!

Aiana, minha namorada, é assim, e tem o melhor de mim!

terça-feira, agosto 08, 2006

Ilustre Visitante

Descobri que há um ilustre visitante deste blog e estou me achando. hahahah! Ilustre é pouco, sou um fã incondicional do cara!

Foi ele que fez eu descobrir o mundo da psicologia, da teoria à prática. Comecei lendo seu belíssimo livro, acessível para qualquer pessoa por ser uma leitura de fácil entendimento. Uma introdução à vc mesmo, o primeiro olhar pra dentro de si e para o mundo de forma mais coerente com a realidade.

Depois vieram programas protagonizados por ele, em várias rádios, e todos de excelente qualidade. Pena que os programas não existem mais, mas a sensação é que ainda há uma brecha para um programa de tanta qualidade, que dá oportunidade de entender melhor de si mesmo e das coisas do mundo.

Visito constantemente o blog dele, e hoje, numa desta visitas, vi que houve um skypecast experimental sobre Transtorno Afetivo Bipolar. Perdi pelo horário, mas ao adicioná-lo no Skype, ele estava online e acabamos conversando um pouco.

Entre outras coisas, já conhecidos um do outro que somos (é engraçado, mas é verdade; ele, ocupadíssimo que é, sempre respondeu meus e-mails, sempre soube quem eu era, desde a palestra em que estive presente) perguntei sobre projetos dele, sobre como tinha sido a experiência com o skype e tal... e ele disse que o skypecast é uma experiência que ele tentará repetir toda terça-feira, à partir das 22hs, em forma de palestra interativa sobre algum tema escolhido.

Bom, a conversa foi rápida, né, pos ele estava cansado, mas ele me disse, sem eu perguntar nada, que ele lê meu blog e mais, comentou que é "bem legal"!

Sem euforia, claro, mas é sempre bom e motivador saber que há alguém tão importante perdendo o tempo lendo um blog. Fiquei feliz, e ganhei mais responsabilidade de escrever algo produtivo, pois o leitor em questão é muito expert!

Obrigado pela visita.

sexta-feira, agosto 04, 2006

Frase do dia. By Gikovate, claro.

"A liberdade, para mim, consiste na alegria interior derivada desta coerência entre pensamento e conduta, alegria que só pode ser atingida no final de uma longa e penosa introspecção, através da qual teremos de nos deparar com muitas dolorosas verdades das quais sempre tentamos nos esquivar. "

O resto do texto está aqui.

Liberdade Individual

"Acredito que possa ser de enorme valia dissecar certas peculiaridades das relações interpessoais e suas correlações com a questão da liberdade do ser humano. Apesar de já ter sido enfático na afirmação de que o prazer derivado da coerência entre os conceitos e a conduta – é assim que defino a liberdade – está na dependência da maturidade individual, não se pode subestimar o caráter pernicioso das pressões do meio. É preciso uma grande força interior para ter condições de não ceder às repressões externas; se o meio social fosse menos homogeneizador, sem dúvida alguma mais pessoas teriam mais força para buscar um modo de ser coerente com suas convicções."

Leia o texto inteiro aqui.

Mais Gikovate

A busca de grandezas parece, aos meus olhos, a mais importante constante no comportamento dos homens mais bem dotados. E isto tanto na direção mais egoísta – conquista de riquezas e poder – como na mais generosa – renúncia aos prazeres do corpo e tentativa de transcendência por diversas vias. Em outras palavras, humanistas e generais têm em comum a absoluta incapacidade de aceitar a simplicidade e a relativa banalidade da condição humana; por caminhos diametralmente opostos, buscam a mesma salvação individual. Buscam uma sensação subjetiva de superioridade, sendo a exceção aqueles que efetivamente tratam de ir atrás da aceitação das verdades últimas.


Leia todo o texto aqui.

Admiração: Mãe do Amor e da Inveja.

Um pequeno trecho de um texto do Flávio Gikovate, retirado de seu site.

"Amor e inveja derivam da mesma fonte: a admiração. Porém, na prática, a inveja é a emoção que mais frequentemente se manifesta, especialmente quando as diferenças entre as pessoas são mais marcadas. Para que a admiração resultasse em amor seria necessário que as pessoas em geral estivessem relativamente bem consigo mesmas, de modo a não se sentirem humilhadas, agredidas, pelas competências especiais das outras.

Acredito que a maioria das pessoas que buscam o destaque social só percebem muito tardiamente que seu sucesso desperta muito mais frequentemente a inveja do que o amor; e, mais, que vive esta constatação surpreendente como profundamente decepcionante e geradora de uma grave crise íntima. Não é fácil aceitar que o resultado de tanto esforço e dedicação a uma causa qualquer – desde as mais nobres até o simples sucesso material – seja a hostilidade sutil, manifestada principalmente pelas pessoas mais chegadas, amigos e familiares. E agora o que fazer? Abandonar tudo e iniciar uma nova vida? Com que forças? E para onde dirigir essas energias, se o resultado de uma mudança de rota pode ser o mesmo, ou seja, a inveja?"

Leia mais no site. Vale a pena.

terça-feira, agosto 01, 2006

Provocação

Mulher costuma gostar de homem estilo José Mayer, pois se fosse o contrário o Manuel Carlos não insistiria tanto no papel em suas ficções. A questão aqui não é concordar ou não. Estou apenas constatando o fato da insistência do Manuel Carlos com o estilo José Mayer; e a insistência das mulheres de serem atraídas pelo tipo cabra-macho-ignorante-animalesco-comedor. Impressiona ver que a mulher gosta de provocar no homem seus instintos mais primitivos, e costuma se render diante dele, mesmo que depois custe acordar, olhar para o lado e se arrepender.

O sexo, a química, a pegada, tudo isso tem um poder enorme no sentido de sairmos de nosso eixo. Continuo achando que devemos saber que, apesar de ser uma tendência, não podemos nos igualar aos outros animais e cedermos apenas aos encantos sexuais e instintivos para depois acordarmos envergonhados por alimentarmos uma relação que não pode viver só de sexo. Aliás, quando uma relação vive apenas de sexo entre brigas e desentendimentos, como na ficção, algo está muito errado. Auto-enganação acreditar que viver só de sexo faz feliz. Claro que faz naquela hora, mas não dá pra fazer sexo 24 horas por dia (pelo menos o homem não aguenta), e esquecer que uma boa companhia é indispensável para que a vida faça mais sentido além do sexual. Ver o José Mayer mais uma vez assim imuniza a traição do homem ou devemos imaginar que mulher só quer saber de sexo, e o resto não importa como deveria? Ou não deveria?

segunda-feira, julho 31, 2006

Corinthians?

Eu, como Corinthiano, já chorei pela perda de um campeonato, isso em 1984. De lá pra cá, amadureci, comecei a entender o mundo um pouco melhor e deixei de ser tão apaixonado por um time de futebol.

Mas hoje está tudo muito pior. Sinceramente, estou desgostoso com o time de meu coração. Perdi a referência do clube que aprendi a gostar, onde a raça era a única obrigação quando um jogador vestia a camisa do Corinthians. Desorganização, dinheiro que ninguém sabe de onde vem, péssima gestão, falta de critérios em contratações, pessoas com interesses excusos etc estão fazendo o Corinthians perder seu principal diferencial: a torcida que tem um time.

Perdi o tesão de torcer, dificilmente ligo o rádio pra ouvir os jogos e, quando passa na TV, até vejo, mas não é mais aquela coisa super importante e imperdível.

O Corinthians merece estar onde está. Como um país onde há uma sucessão de corrupção e coisas obscuras, o Corinthians é comandado por gente que não sabe o amor que a torcida tem pelo clube. Amor esse que está se esvaindo. Estão transformando o Corinthians numa farra onde só se ganha dinheiro, enquanto o time perde a sua tradição construída em quase 100 anos.

Do outro lado, vemos o São Paulo. Ah, São Paulo. Que organização, que transparência... e só poderia estar onde está. Parabéns! Cada um precisa ter o que merece, e o Corinthians está colhendo o que vem plantando. Só que, como efeito de tamanha desorganização, está perdendo a torcida, que sempre teve tesão em torcer mesmo pelos fracos jogadores, que ao menos se empenhavam e muitas vezes levavam o Corinthians a disputar títulos. Somos fiéis de Tupãzinho, Biro-biro, Neto, Marcelinho Carioca e outros tantos; não de Roger, Gustavo Nery e companhia.

Hoje vejo que o título do ano passado foi um erro. Um erro que levou o Corinthians à soberba, a pensar grande com um time que estava fadado ao fracasso e em devido descenso.

Corinthians não é minha vida, Corinthians faz parte de minha história, mas está muito aquém do que eu chamo de amor por um clube. Mas, no fundo no fundo, esse num é o Corinthians que aprendi a torcer. Aquele, quem sabe, um dia volta. Mas pra isso muita coisa precisa mudar.

Tolerância

Qualquer coisa que foge à nossa visão do que seria correto nos provoca raiva. Somos intolerantes com o diferente da gente, com o pensar diferente, com o agir diferente. Não deixamos as outras pessoas existirem; queremos que elas sejam como nós somos, moldá-las ao nosso querer; que elas ajam de acordo com nossa vontade e o que nós faríamos. Esquecemos de que ela não viveu a mesma vida que nós vivemos; que ela não tem o mesmo sensor que recebe os fatos externos (e que ela vive com outros fatos externos), e que ela nem é obrigatoriamente tão sensível ou insensível quanto gostaríamos que ela fosse - que, na verdade, é igual a gente!

Tolerância é uma palavra de difícil digestão, que custamos a acatar nos momentos em que somos contrariados. É um bom primeiro passo saber que a tolerância deve ser pensada em 100% dos casos. E que não há exceção. E se sua cabeça achar que há exceção, não admita, pois é apenas uma justificativa de autopromoção e tentativa de prevalecer a sua percepção de mundo.