domingo, abril 30, 2006

Constatação

Meu aparelho quebrou (aliás, já o colei com super bonder). Uso-o só pela noite. Mas antes de colar, liguei pro meu orto e fiquei sabendo que ele num trabalha mais, e acabei marcando uma consulta com a filha dele, que propôs uma consulta junto com o pai dela, para que ele veja como eu estou.

Bom, depois disso pensei, pensei e pensei... cheguei a conclusão que uso aparelho há mais de 15 anos. É verdade. 15 anos usando aparelho. Já usei aqueles extra-bucais, que fazia eu babar pacas de noite. Depois passei pelo fixo comum, móvel e móvel só pela noite, para manter a arcada no lugar. Valeu muito a pena.

sábado, abril 29, 2006

Bridget Jones: No Limite da Razão

Olha só, assisti o primeiro (Diário de BJ) e num curti. Tentei assistir duas vezes, aliás. Sei lá pq não gostei. Mas já o segundo, curti. Acabei de ver no Telecine Premium. Estava ao telefone antes de começar o filme e perguntei a minha amiga se o filme era bom, e ela me recomendou assisti-lo, dizendo que a maioria das mulheres são como a Bridget. É claro que eu desliguei o telefone e fui assistir.

O filme é legalzinho. O primeiro clichê básico que me veio à cabeça foi: "Mulheres não gostam de caras muito bonzinhos." O namorado dela, principalmente no comecinho do filme, está extremamente paciente, cuidadoso, carinhoso, tolerante etc, o que causaria repulsa em muitas mulheres, segundo o clichê senso-comum. Na verdade, mulher gosta de ver estas cenas, gosta de falar que é legal e tudo mais, e indo até mais longe, acho até que elas queriam gostar dos caras assim tão bonzinhos, mas no fundo, não conseguem. Pois bem, segue o filme e o que eu disse que era clichê tornou-se real. BJ se separa do cara bonzinho, troca o pé pelas mãos em atitudes bizonhas, surreais. Deixa a mente viajar, delira, reafirmando a teoria do medo da felicidade, muito bem descrito por Gikovate. Na verdade deve ser esse o motivo real que faz as mulheres quererem gostar dos caras mais legais, mas efetivamente ficarem com os menos legais. Vale a pena entender como isso acontece em todos nós.

Para não me estender e não contar o final do filme, termino por aqui. Mas o filme é legal. Se ontem eu não consegui ver um filme água-com-açúcar, hoje eu consegui.

sexta-feira, abril 28, 2006

Elizabeth Town

Hoje quis alugar um filminho água-com-açúcar. Tive vontade de ver este filme no cinema na época do lançamento, mas num deu muito certo. O trailer era legalzinho. Enfim, hoje o aluguei. Que filme mais meia-boca. Ruim. Nota 3 com ressalvas, muitas ressalvas. Nem deu pra curtir a água-com-açúcar, de tão ruim o filme.

O único lado bom disso é que não dormi. Vi o filme de mais de 2 horas (praticamente sozinho), ruim pacas e não dormi.

Ah, aluguei tb Jogos Mortais II, mas ainda não vi.

PS: Pq sempre que vou na locadora esqueço os filmes que queria ver?

Danuza Leão

Muito bom o artigo dela que eu li na Revista Cláudia. Sob o nome "o que elas querem dos homens", ela articula muito bem(homem avaliando) uma visão feminina e experiente sobre a relação homem x mulher.
Gosto de entender as mulheres. Sempre gostei. Entendo tanto que estou sozinho. Ou não aprendi ainda. hahahahahaahahhahahahaha!
Tenho um argumento a meu favor: muitas mulheres querem (ou pelo menos mostram querer) ainda aquele homem das cavernas, que em geral, no convívio, é: grosso, estúpido, irresponsável, briguento e malandro. Buscam aquela agressividade de atitudes que fazem as outras sentirem inveja, pois somos comprados pela imagem e pelo que os outros mostram. Importamo-nos pelo que é mostrado da porta pra fora de casa, pros outros, e não da porta pra dentro.
É claro que tudo isso é uma generalização, né.

Bom, tentei achar o artigo online, mas nada.
Fica então a dica de um homem pra ler a revista Cláudia deste mês.

Sexo e Amor

Sei que não é muito "coisa de homem" pegar revista de mulher pra ler. Digo, não é comum. Hoje fui à dentista, e como tive que esperar, comecei a buscar alguma revista pra ler. Não dava outra senão a revista Cláudia. Pois então, (justificando a escolha, hahaha) peguei esta mesmo. Pra variar, rosto de mulher bonita na capa e aquelas mesmas manchetes clichês: X tipos de cabelos para a estação, X modos de isto, de fazer aquilo... e a palavra SEXO bem grande, em destaque tb pela cor.

A revista quer vender. Sexo hoje está ultra-mega-supervalorizado. Falar de sexo dá ibope. Faz o povo consumir. Todo mundo tem de estar bonito e se embelezar para ser atrativo sexual. Pura enrolação e supervalorização do sexo. Sexo é ótimo. E ponto. Mas não deveria ser mais discutido que o amor, que anda muito mal. Desviar o assunto é uma tática manipuladora e perversa que visa o bem estar de quem vende, e não das pessoas.

Felicidade no amor não leva a esta corrida absurda pelo consumismo, por isso nos ensinam que o amor é só mágico e cego, e que procurar entender o pq de nossas escolhas amorosas nunca esteve na moda. Ninguém quer que tenhamos discernimento e que sejamos realmente felizes (só nos vendem a idéia, mas nos dão o produto errado), portanto essa busca deve ser interna, e nunca deve ser dependente de motivação externa. Quem vive bem e consolida uma união estável não sente a necessidade absurda de consumir. Não é um pensamento extremista, pois tb não acho que devemos viver a pão e água.

Mas sexo pelo sexo é só pra vender. Instigar as mentes das pessoas como se o sexo fosse o causador de felicidade nas pessoas (e não o amor). Não o é. Sexo é importante pacas, mas, definitivamente, vendê-lo como felicidade é um baita engano. Efêmero e incapaz de chegar perto do que o amor pode trazer. Parafraseando o Gikovate, amor é paz, aconchego, sensação de bem -estar. Quem é que, numa situação destas, pensa tanto em consumir?

Frase legal

"Teu umbigo não é atrativo magnético para que o mundo gire ao redor."

Achei esta frase num blog que encontrei, por acaso, através do queridoleitor. Vivam os blogs!

quinta-feira, abril 27, 2006

Postando via linux

Linux funciona. Dá até pra entrar na internet. Msn tb. Isso aqui é prova disso.
Aliás, monto, configuro e faço manutenção de computadores. Windows e companhia. Agora estou tentando aprender Linux.
Propaganda é a alma do negócio. Deu um probleminha, vírus, internet, hardware, software, instalação etc, pode chamar! hahahah!

quarta-feira, abril 26, 2006

O Cartão Perfeito

OUTSIDE
Você e eu temos vistos muitas mudanças desde o dia em que nos apaixonamos. Vimos mudanças no mundo tanto quanto em nossas vidas, e tivemos que fazer algumas por nossa conta. Aprendendo a apreciar e partilhar coisas novas, e a deixar velhos hábitos e expectativas para trás. Vimos mudanças em nossas famílias - porque o tempo não pára - e juntos, aceitamos os novos tempos e o que vieram trazendo.

INSIDE
Mas há uma coisa muito importante para mim que nunca vai mudar - o carinho e o afeto que eu sempre sinto toda vez que você está perto de mim, a alegria e felicidade que ainda encontro em tudo o que partilhamos. Porque você ainda é a pessoa que torna os meus sonhos realidade, porque você é a pessoa que eu amo.
Feliz Aniversário.

---fim---

Este foi um dos cartões mais perfeitos que já vi. A empresa escolheu o texto muito bem, e eu tive a sorte que um veio parar em minha mão (a pessoa em questão tb fez uma ótima escolha). As palavras são perfeitas, ajustadas à uma realidade que todos sonhamos. Mas palavras são só palavras, e a realidade do cartão não se mostrou eficiente quando passou a depender das pessoas implícitas na mensagem. O cartão continua perfeito e a mensagem, magnífica. Faltam só as pessoas realmente corresponderem àquilo que sonham e desejam.

Idéias bonitas não fazem sentido se não correspondem a uma realidade. O cartão, juntamente com mais um monte de coisas, foi pro lixo. Não de raiva, mas por não fazer mais sentido. Apenas isso.

Aliás, pq guardamos coisas de ex? Pra dizer o quanto somos/fomos bonzinhos demais e idiotas? Ou o quanto nos acham legais e bacanas? Para nos mostrarmos vividos, experientes? Sacaneados, sacanas? Coitados? Que tivemos bom ou mau gosto um dia? Que fomos felizes? Que amamos um dia? Que sofremos? Que fomos traídos, que traímos?

Responda rápido: pra quê guardar, mesmo que seja numa caixa, lá no fundo do baú? Que segurança e orgulho isso pode dar? Aliás, que sentimento verdadeiramente bom isso traz? Se a intenção é mostrar que um dia vc foi melhor, que sofreu menos, tá tudo errado. Hoje vc deveria ser melhor que ontem. E nunca o contrário. Estou errado? Ou há outros motivos para guardar?

Como não soube responder a tais perguntas, estou jogando tudo fora. Vários cartões e os sentimentos que ele carregou um dia. Tenho convicção que não precisamos de nada disso e nos iludimos com uma pseudo-segurança de um passado que já morreu. Aliás, será que nós queremos desenterrar?

Todo dia é dia de ver

http://queridoleitor.zip.net
http://htforum.com/vb
http://blogdojuca.blog.uol.com.br
http://blogdobirner.zip.net/
http://www.obnubilare.blogspot.com/
http://www.forumpcs.com.br/
http://www.baboo.com.br/
http://www.judao.com.br/
http://www.uol.com.br/
http://www.terra.com.br/
http://forum.jogos.uol.com.br/
http://oglobo.globo.com/jornal/colunas/jabor.asp
http://www.flaviogikovate.com.br/
http://mail.yahoo.com
http://gmail.com

Não necessariamente nesta mesma ordem, e quase sempre ouvindo Band News FM (96,90 MHz SP)

terça-feira, abril 25, 2006

Jogos da Sedução

Qual o sentido de jogar quando vc gosta de uma pessoa? Qual o sentido de não ser aquilo que realmente vc é apenas pra conquistar a pessoa, e depois mostrar todo o conteúdo surpresa?
Pra que jogar se o melhor de nós mesmos é quando nós somos nós mesmos, em nossa essência.

Sei que já perdi algumas pessoas por isso. Na verdade - e pensando melhor - ganhei tempo. Não adianta vc ser aquilo que vc não é apenas para conquistar. Vc cria uma relação em alicerces falsos. A dependência está criada sob uma conduta que não é sua essência. A pessoa, afinal, tem que gostar de vc como vc é, não? Pra quê ser diferente?

Eu sou eu mesmo. Não sou orgulhoso, vou na busca do que quero. Não me faço de difícil se é aquilo que eu quero. Não faço joguinhos de não ligar, de não responder, ou qualquer coisa que tenha que assumir um papel diferente daquilo que realmente sou.

Tudo tem seu preço. Eu sei. E pago.

segunda-feira, abril 24, 2006

Auto-estima

Qual a estima de valor que vc faz de si mesmo? Vc, de vc mesmo. Isso mesmo. A sua auto-estima independe do que as pessoas pensam de vc. O que é dependente da opinião das outras pessoas é a vaidade, que é o prazer exibicionista que temos ao produzir encantamento ou despertar admiração nas outras pessoas.

Então, uma coisa é o prazer de nós despertarmos o encantamento nos outros (vaidade) e outra coisa é nós estarmos contentes com aquilo que somos, o que passa por critérios definidos por nossa razão, que passa a estimar nossas subjetividades e características como legais ou não.

A nossa auto-estima depende, então, de o quanto nós estamos próximos daquilo que gostaríamos de ser, que dependem exclusivamente de critérios próprios.

Basear nossa auto-estima na nossa vaidade é um erro que costumamos cometer. Além de precisar do combustível todo dia ser cansativo, imagino as mesmas pessoas, já mais velhas e ainda dependentes de cantadinhas e elogios para manterem uma auto-estima em bom nível. Precário, não? Correm o risco de serem aquelas velhas que costumamos dizer que não se enxergam!

Páscoa Grega



Intempestivo(a)

Sempre errei no uso desta palavra. Isto é uma obrigação moral de não mais esquecer que o real significado de intempestivo é:
Acepções
adjetivo
1 que se produz, acontece ou chega numa ocasião impropícia; inoportuno, súbito, imprevisto
Ex.:
2 Rubrica: termo jurídico.
praticado após haver decorrido o prazo legal

Então, nada de dizer mais que uma pessoa é intempestiva quando ela solta um monte de palavras sem pensar e muitas vezes por nada. Acho que aprendi.
PS: Usei o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa

Achados e Perdidos

Se eu fosse um coelhinho

Se eu fosse um coelhinho queria ser um coelhinho que morasse numa casa que tivesse um monte de coisas para brincar.
Eu tenho nove anos, moro numa bonita casa e me casei com uma linda coelha.
Meu nome é Paulo e minha esposa coelha se chama Renata.
Meu vizinho tem novecentos e oitenta e seis filhotes e eu tenho novecentos e noventa e nove filhotes e um pra nascer.
_Amanhã nós vamos passear no sítio do teu tio, você quer ir?
_ Mas é claro pai que quero ir. Quero ir na piscina e te garanto que vou me divertir muito.
Passado um dia, chegou a hora de ir ao sítio. Para chegar lá temos que andar 107 km de carro.
Chegamos lá e até descarregar as coisas chegou a noite.
Quando chegou a noite nós fizemos um churrasco e eu me diverti muito.
Quando chegou a hora de vir embora, todos os coelhos ficaram tristes, mas temos que enfrentar a realidade.
Stefano Pashalidis – 1988. (9 anos)

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Reproduzi a redação acima conforme o original. Está num livro que contém as redações de todos os alunos de minha classe daquela época. Achei este livro fazendo uma limpeza no meu armário, jogando a maioria das coisas fora (este não jogarei). Percebi que muitas vezes guardamos coisas que não nos fará nenhuma diferença. Só ocupam espaço e dão uma falsa sensação de segurança e de valor. Jogando fora, depois de um dia vc não sente a menor diferença. E abre espaço para coisas novas em sua vida, afinal dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar.


Voltando a redação, algumas coisas existem. A Renata era a menina que eu gostava. Não sei dizer quem é Paulo, mas é provável que seja uma dissimulação para que não ficasse evidente o meu amor pela Renata. Renata era minha companheira de redação, a minha amiguinha de carteira. O primeiro amor e a primeira frustração também. Um dia teve um bailinho, aqueles de vassoura, sabe? Eu era o tímido, contido com meu amor por ela. Mas este dia tomei coragem e pedi pra dançar com ela, que negou. Foi o fim.


Num encontro proporcionado pelo Orkut (de todo o pessoal), eu a reencontrei. Contei a ela esta história, e ela, além de rir junto comigo, disse que não sabia de meu amor por ela e que se soubesse não teria negado. A bem da verdade, ela nem lembra deste meu convite. Percebo então que muitas vezes valorizamos as coisas de uma forma que não é real. Vivemos em criações próprias (mundinho) e corremos o risco de nos dar muito mal por não estar em sintonia com a realidade. Ligamos os pontos que nos satisfazem, mas esquecemos de ver o quão deles são reais. E aí, nos frustramos. Ruim é perceber que isso ainda acontece muitos anos depois.


Outra coisa, o lugar da viagem dos coelhinhos existe. É o sítio de meu tio, que fica há exatos 107 km de minha casa. A idéia dos 999 filhos eu não sei de onde veio. Os churrascos lá sempre são muito bons e com boa dose de diversão.


domingo, abril 23, 2006

Diferenças, Hierarquia e Competição

Homem não é igual a mulher. Mulher não é igual ao homem. E ponto.
Querer igualar os direitos e deveres, interferindo na biologia de cada um dos gêneros, é um erro que comumente fazemos.

Homem é visualmente instigado por mulher. Não adianta querer lutar contra isso. É tão biológico quanto o gosto e prazer que uma mulher tem ao se sentir admirada por outros homens. Ponto. Não quer dizer que ela quer dar pros outros homens, mas ela gosta de se sentir assim.

Do outro lado, os homens não são tão desejados visualmente como gostariam. E muitas vezes se frustram por isso. Percebem o poder das mulheres pelo efeito que elas causam neles e atentam que não tem a mesma moeda pra revidar. Por conseguinte, tentam impor-se por jargões ultrapassados e não-reais, tentando rebaixar o poder da mulher. No final, usam palavras para tentar reorganizar uma diferença que é biológica e ainda, também erradamente, vêem como uma coisa hierárquica. Viram machistas! Não percebem que a diferença não obriga que haja hierarquia.

Dentro de um relacionamento, quando se vê a coisa por esse lado, só pode dar competição. Um querendo ser melhor que o outro. E simplesmente por não entender que há certas coisas que nada podemos fazer além de aceitar como são.

Madrugada

Apesar de ter tido um dia cansativo, fiquei acordado até mais tarde. O Silêncio da madrugada é maravilhoso para a atenção. Estou escutando o Dr. Flávio Gikovate, num videozinho aqui sobre o dia 12 de Junho (ano passado, gravado), e a capacidade de receber o que ele diz está muito alta. Silêncio, sem gente passando por aqui, catalisa a reação. Gikovate é o master!

sábado, abril 22, 2006

Aniversário

Hoje é aniversário do meu sobrinho. Ele é lindo. Não imaginei nunca que poderia gostar tanto de uma criança. Antes dele nascer, via todo mundo sendo ultra-mega-carinhoso com bebês e crianças e não entendia muito pq eu não sentia aquilo. Quando o Matteo nasceu, eu senti. E sinto até hoje.
Como eu gosto dele!

Agora que ele já tá ficando mais mocinho, dá menos bola pros tios que antes. Normal, afinal ele já tem amigos e outras companhias para jogar futebol. No fundo, o que importa é que ele continua corinthiano, contrariando o pai pseudo-são paulino e a mãe palmeirense - herança dos tios.

Amanhã tem bolo. Junto com o da mãe.

Só espero não ser apenas tio a vida inteira! hahahahahah!

sexta-feira, abril 21, 2006

Orkut e desabafo

Agora é possível saber quais foram as cinco últimas pessoas que visitaram seu perfil (à partir de alguma hora estabalecida pelo próprio Orkut; e a atualização é apenas uma vez por dia), além de saber quantas pessoas visitaram sua página na semana e no mês anterior.

O Ibope chegou ao orkut. Vejo as pessoas agora comparando: quantas visitas aí no seu perfil? E na última semana? hahahahaha! E alguns casais brigando: deixa eu ver quem entrou no seu perfil. E daí começam as ilações. Eita.

Uma amiga quis sair assim que viu esse novo método de espionagem, ou melhor, de não mais poder espionar anonimamente. Aliás, até dá pra voltar a ficar anônimo, mas daí vc tb num consegue ver os últimos 5 que visitaram seu perfil. Consegui fazê-la desistir de sair, dizendo que é só saber usar. Será que aumentará muito o número de usuários fake criados justamente para poder espionar e saber quem é o visitante do próprio perfil? Hum....

O anonimato pode tirar uma parte das coisas interessantes do orkut, de vc ficar viajando por lá em dia que vc num tem o que fazer, sem que seja feita qualquer ligação devido a visita, pois na grande maioria das vezes não tem nada a ver mesmo. Mas por outro lado, pode ajudar algumas pessoas. Principalmente àquelas que não resistem em entrar em perfis que só serve pra auto-flagelo. Pensando bem, talvez se houvesse essa ferramenta antes eu não teria saído do orkut em fevereiro do ano passado. Entrava no Orkut de uma ex que só me deixava mal. Eita vício maldito. Tive que cortar pela raíz. Orkuticídio.

Mas pensando melhor ainda, nem acredito que estou perdendo tempo escrevendo isso. Só pq tinha uma visita no meu perfil que fiquei surpreso? Certamente não. Se fosse outra época...

Estou escrevendo tudo isso pq meu dia foi chato. Eu estava chato. Estou ainda. Passei o dia inteiro pensando em fazer uma coisa, ensaiei, ensaiei... e quando fui fazer, não consegui. Estou com raiva de mim mesmo. De minha insegurança. De minha fraqueza. Mas nada melhor que um dia depois de outro.
AHHHH! Que post chato.

quinta-feira, abril 20, 2006

Amor Condicional ou Incondicional?

Como é bom sentir-se bem ao lado de alguém. Amor é essa sensação de paz e aconchego. É o que sentimos, geralmente quando somos crianças, ao lado de nossos pais! Além de proteção, costumamos nos sentir bastados, né? Completos! Talvez hoje somos menos dependentes disso, dessa busca pela completude. Pelo menos deveríamos. Quando crescemos, aprendemos que somos descolados deles e temos que tocar a nossa própria vida, encarar nossos próprios problemas e resolvê-los sem ter que ficar pedindo ajuda o tempo todo. Criamos consciência e passamos a construir nosso próprio caminho. À aquela altura, quando crianças, não temos discernimento, o amor é, pois, incondicional. Amamos sem passar por julgamentos de o quanto nossos pais realmente são legais.

Relato esta parte infantil para que pensemos juntos algumas coisas. Hoje somos "grandes", podemos avaliar - cada um com critério próprio - o quanto uma pessoa é legal pra gente ou não. Construímos e somos responsáveis por nós mesmos, não necessitamos da segurança de nossos pais para tomarmos atitudes, certo? Nem temos mais medo do escuro, pois nossa razão interfere nos avisando que não é tão problemático assim. A razão intermedeia a situação. Crescemos, colocamos informações em nosso computador e assim nos guiamos por caminhos melhores. Pois então, se tudo isso é afirmativo, pq na maioria das vezes ainda somos atrelados ao amor incondicional por uma pessoa, se hoje, já formados, temos critérios que definem o que é legal ou não, e ainda muitas vezes somos escravos de uma relação que não dá certo? Será que crescemos crescemos e crescemos tanto assim emocionalmente? Será que estamos sendo realmente inteligentes? Será que os mesmos critérios que usamos na escolha dos amigos, que devem ser legais, nos fazer sentir bem, serem fiéis etc não pode ser usado na escolha de uma boa relação amorosa? Qual o seu critério para amar?

Incertezas

A graça da vida é a incerteza. A incerteza é uma imprudência gostosa de viver, mas que tem que ser encarada de frente como uma verdade absoluta e imutável. A incerteza é ter a chance e se permitir surpreender quando vc acha que tudo será igual ao que já viveu. Conviver com a incerteza é uma das coisas mais irrefutáveis da vida. Sou crente que não podemos gastar energia tentando dar certeza em tudo aquilo que tem vida própria, pensamentos próprios e experiências próprias. Não temos e jamais teremos o controle das ações do outro, seja ele quem for. Não podemos querer alguém que seja igual a nós, simplesmente pq isso não existe e nunca vai existir. É uma verdade absoluta. Não podemos querer alguém que tenha o mesmo (bom ou mau) gosto, a mesma atitude, a mesma tolerância, a mesma inteligência etc. Aliás, vc quer alguém diferente ou dois de vc? (se vc respondeu dois de vc, vai ser egoísta assim....)

Vemos muitos casais que, seja ele ou ela, gostariam que o outro fosse assim ou assado, baseando a crítica, muitas vezes, em características básicas que deveriam ser parecidas para o bom convívio entre duas pessoas. Nestes casos, e, portanto, mais uma vez, nos mostramos pouco inteligentes. Reclamamos de uma escolha amorosa que se deu justamente baseada em características antagônicas às nossas, e agora queremos mudar a nossa parceira a qualquer custo! Engraçado seria se nós pudéssemos mudar conforme a parceira quisesse: aí sim ela nos largaria! Ao passarmos a ser justamente como ela (acha que) deseja, o que nos faria parecido com ela, vem a indagação de como ela poderia gostar de alguém que fosse parecido com ela, se o sentimento amoroso se deu justamente por um antagonismo de características básicas, ou seja, se justamente ela só pode gostar de alguém que seja diferente dela? >>>Lembra-se sobre a história da auto-estima baixa? Ou seja, não gostamos muito do que somos e isso nos leva a admirar no outro aquilo que não possuímos, o que corresponde quase sempre às coisas mais importantes que definem um bom relacionamento.

Ao que me parece, este tipo de relação é bem comum, e quando me repito aqui dizendo que temos que pensar mais em como as relações acontecem, quero justamente que vcs busquem desmistificar que o amor aparece apenas por acaso. Conseguir entender cada vez melhor o que nos atrai talvez seja uma tarefa bastante interessante do ponto de vista do autoconhecimento. Buscar entender que no amor há muito mais engrenagens que se encaixam ou desencaixam do que apenas a mágica que costumamos aprender por aí.

Qual o sentido de uma escolha amorosa para depois por defeito na parceira? Quem será que está fazendo o papel de burro na história? Ou vc acha que é alguém (exclusivamente) que tem a responsabilidade de te fazer feliz? Ah, não adianta mudar de parceira se vc nunca entender realmente como vc funciona e quais as limitações que vc terá que enfrentar e acietar para conseguir ser mais tolerante com a vida e com as diferenças. Olhar pra dentro de si é o único caminho para entender-se como limitado à incerteza do mundo e das pessoas, cobrar menos e depender menos dos outros para buscar a felicidade.

PS: Comecei o texto querendo falar de uma coisa, mas depois o assunto tomou um rumo que não havia pensado antes. Eu me permiti a mudar a rota no meio do caminho. A vida é sempre incerta, queiramos ou não.

terça-feira, abril 18, 2006

Choque-de-realidade!

Antes, quando ouvia problemas de relacionamentos alheios, era enfático. Tinha um rigor nos conselhos que poucas vezes conseguia propor em minha própria vida. Era rude mesmo. Falava o que as pessoas não queriam ouvir pq elas não estavam preparadas - nem eu preparado para dizer.

Eu era o cara que enfiava a faca na ferida, extirpava e quase exigia: faça isso ou aquilo. É claro que as pessoas, provavelmente por fraqueza, nunca faziam o que eu falava. Acho que não me achavam louco, pois as mesmas pessoas acabavam me procurando novamente. Não para dizer sobre eu estar certo ou errado, mas sim pedindo mais conselhos e pq eu sempre fui um bom ouvinte - aliás, hoje sou muito mais ouvinte do que "falante".

Eu sabia de uma certa forma que minha posição era forte, e acho que no fundo as pessoas me procuravam pq eu nunca fui aquele que dizia o padrão, aquela coisa de enxugar a lágrima o tempo todo, passando a mão na cabeça. Engraçado que, pensando melhor agora, percebi que as mesmas pessoas que viviam cada coisa que eu julgava absurda dentro do relacionamento são as mesmas que sempre me procuravam novamente: será que gostam de sofrer mesmo????? Muita viagem imaginar que elas sentiam-se tão fracas ao ponto de não conseguirem ser diferentes do que tb achavam absurdo, mas eram tão inertes que depois vinham ouvir as minhas posições extremas como sendo uma punição à própria fraqueza?

Então, voltando à Terra, digo que hoje não sou mais assim. Hoje sou mais na minha. Ouço mais do que antes (não sei se o ideal). Não sugiro mais atitudes na relação direta com o parceiro, e sim que a pessoa vá atrás de descobrir o que realmente se passa na vida dela. Tento ajudar a pessoa a se descobrir dentro daquele turbilhão que ela mesma se colocou e que acha que não tem saída.
Procuro fazê-la entender muitos porquês dos quais ela nunca parou pra pensar. Continuo não sendo "bonzinho": responsabilizo a pessoa por tudo, pq essa é a verdade máxima que insistimos em não acreditar.

Hoje sou assim. Se é o melhor jeito, não sei. Se é de fato uma verdade tão absoluta quanto penso hoje, tb não sei. Mas sinto-me feliz por ter perdido a pontualidade da crítica, que sempre se mostrou pouco eficiente.

Não adianta muito alguém chegar, mesmo que muito bem intencionado, interpretando a situação alheia e dizer o que deve ser feito! São os pensamentos da própria pessoa que devem reunir as informações necessárias para que seja tomada alguma atitude. É só assim que ela pode tomar uma atitude com convicção e baseada em fatos. Não podemos transferir a nossa convicção, mas podemos ajudar a pessoa a ter a própria convicção. Como? Eu acho que através do choque-de-realidade. Tentamos fugir cada vez mais de nossa realidade pq nos incomoda muito sabermos de nossas dificuldades. Mas a única solução para uma vida melhor é encarar aquilo que queremos esconder e é tão evidente aos olhos dos outros. É melhor que estejamos cientes do que realmente somos e trabalhar aquilo na gente do que deixar que o inconsciente nos guie por caminhos tão árduos e pouco explicáveis por nossa razão - e que nos faz sofrer.

Cada um que descubra e faça o seu caminho conscientemente. Quem é de fora apenas pode ajudar. Da mesma forma que a pessoa legal te ajuda, mas não pode fazer as coisas por vc, tudo aquilo que não é legal tb não tem o poder de fazer vc tomar atitudes. Pensando nisso, pq então reclamamos que nossa vida é ruim e muitas vezes damos a culpa pros outros, se somos nós que sempre tomamos as atitudes, por mais bem ou mal intencionado seja o fator externo? É de se pensar, não?

segunda-feira, abril 17, 2006

Momento Gikovate

"Não podemos deixar de nos impor o respeito absoluto pelos outros indivíduos e por suas ações. Cada cérebro registra os fatos de maneira particular e única, tira suas conclusões e se orienta por elas. Não podemos mais cometer o engano de tentar entender e julgar nossos semelhantes tomando por base nossos pensamentos e conclusões, nem mais usar expressões do tipo: 'Eu, no lugar dela, jamais teria agido daquela forma'. Não sou o outro e não sei exatamente o que se passa dentro dele. Mesmo quando pensamos conhecer muito bem a outra pessoa, é sempre bom lembrarmos que há uma parte no outro que não nos é acessível. ... Tornamo-nos efetivamente mais tolerantes e entendemos o que significa respeito humano justamente quando aceitamos, de modo definitivo, sem dor e até com uma crescente sensação de alegria, que somos todos diferentes e que, lógico, viveremos de forma menos padronizada.
...
A análise de qualquer tipo de diferença entre as pessoas tem de ser feita com o máximo critério e com a consciência de que tendemos ao erro por sermos naturais - e indevidos - defensores do nosso ponto de vista; isso deveria nos levar a uma postura de desconfiança em relação aos julgamentos que fazemos daqueles que não pensam como nós.

Aos que desejarem um pouco mais de rigor no modo de pensar, a única solução será tentar compreender e avaliar a si mesmo por meio de critérios próprios e derivados da consciência do próprio potencial. Não preciso me achar mais ou menos que fulano ou sicrano para me sentir bem. Preciso conhecer a mim mesmo o melhor possível, saber quais são os meus talentos e minhas limitações e tratar de administrar minha vida segundo meus dotes. Deveria tentar ser o melhor que EU conseguir. Comparar-me com os outros poderá fazer bem a minha vaidade - em caso de me achar superior - ou me encher de inveja. Nenhum dos dois sentimentos me ajudará a evoluir. Como não conseguimos deixar de nos comparar com um referencial relativo, reafirmo minha sugestão de que nos compararemos com nós mesmos. Ou seja, sinto-me bem e posso me considerar alguém que está progredindo se hoje eu julgar que estou melhor do que, por exemplo, há dez anos."

A Liberdade Possível. Edição revista 2006. pág. 288, 289, 290 e 291.

Kubuntu

Kubuntu é uma das várias versões de Linux que podem ser baixadas e usadas gratuitamente. Em apenas um CD, há o sistema operacional e o equivalente ao Microsoft Office, aqui chamado de OpenOffice. Tudo funciona direitinho.

A instalação é um pouco mais complicada que a do windows, e vc pode optar por deixar o windows ainda instalado em sua máquina, ficando com 2 sistemas operacionais (vc escolhe qual "bootar" quando liga o PC, basta deixar que durante a instalação do linux ele instale um programinha). Assim dá pra manter os dois sistemas concomitantemente até que se sinta confortável o bastante para deixar de usar o windows.

A configuração de minha impressora, não tão comum, não foi possível (até agora). Ele já vem com uma lista de drivers, mas a minha não consta. Outra coisa bem fácil é fazer upgrade e update dos softwares instalados. Muito tranquilo. Nada de linha de comandos para fazer isso. Tudo por meio de janelas, como no windows, bastando saber onde clicar!

Ainda não estou muito a vontade, mas já dá pra fazer algumas coisas básicas. Navegar na internet, postar no blog, escrever textos, usar planilhas, e-mail, MSN... já dá.

Há versões em português (que é a que baixei e estou usando agora), já vem com navegador e um mensageiro totalmente compatível com o MSN.

domingo, abril 16, 2006

Relações repetidas, pessoas repetidas.

Os relacionamentos vivem quase sempre os mesmos problemas: ciúme, possessividade, insegurança no (e do) parceiro, orgulho demasiado, cobranças etc são alguns exemplos. Acho que ainda não paramos para pensar realmente sobre isso. As relações se repetem pq os problemas nas pessoas tb se repetem! Não pensamos com muito rigor a respeito, mas é evidente que se sempre temos em volta pessoas que vivem estes problemas(isso quando não somos nós mesmos), parece-me óbvio que criamos um certo comportamento que tenderá a ser repetido numa próxima relação. Viciamo-nos em tudo. Esperaremos a mesma coisa. Provocamos na outra pessoa, inconscientemente ou não, as mesmas atitudes que vivemos no passado.

É como se não conseguíssemos partir do zero. Iniciamos um novo ciclo repetindo atitudes anteriores. Estamos prontos para exigir as mesmas coisas. Não estabelecemos critérios racionais para o que é legal e o que não é. Somos viciados em nós mesmos, em nossas manias, e repetimos, como uma máquina, tudo aquilo que nos mostrou não ser construtivo dentro de um relacionamento. Sonhamos com uma relação diferente mas continuamos os mesmos. Colocamos na outra pessoa a responsabilidade de nossa felicidade, do "dar certo" ou não.

Outro dia parei pra pensar e a priori fiquei triste por achar que poucos casais eu enxergava como realmente felizes. Mas logo depois, antes que eu me desanimasse por completo, fui mais rigoroso e pensei: mas será que quantas destas pessoas se enxergam de verdade e buscam o autoconhecimento? Quantas destas pessoas não despejam no outro a responsabilidade da própria felicidade? Quantas destas pessoas são escravas do próprio sentimento?

Depois de responder a tais perguntas, voltei a imaginar a possibilidade de um dia as pessoas serem mais felizes! Não vejo como única saída a busca de si mesmo, mas acredito piamente que quanto mais nos esforcemos a entender melhor o que somos e o que realmente queremos, ficamos mais propensos a acertar e menos ao gosto da sorte. Temos que pensar sobre o que realmente queremos, e não sobre o que a sociedade, mídia etc nos vende com sabor de felicidade e alegria. Parando um pouco pra pensar, percebemos fácil fácil que somos aprisionados pelo padrão de conduta e do que querer, tudo isso sem questionamentos mais racionais e pessoais, que deveria ser o natural de cada um.

Precisamos ser mais ativos e responsáveis por nós mesmos! A responsabilidade de ser feliz passa por escolhas que nem sempre temos coragem de fazer. E quando não o fazemos, somos o primeiro a reclamar da situação, esquecendo que não há uma arma apontada para nossa cabeça nos impedindo de mudar de escolha. Nos colocamos envolvidos em situações gigantescas que nos impedem a tomada de atitude. Pura auto-enganação. Somos uma máquina de reclamar e altamente condizentes com nossa falta de coragem. Um leva ao outro. Temos dó de nós mesmos, aumentando a nossa importância interna e achando que, por estarmos sofrendo tanto, um dia seremos recompensados! Isso quando não achamos que a coisa pode mudar (sempre dependendo do outro ser mais assim ou assado)! Não sei o que é pior.

Imaginamos que a mudança de parceiro é o ponto-chave. E quando mudamos de parceiro (que era o "culpado"), vemos (geralmente depois que aquele foigo inicial passa) que os problemas continuam. Mudamos de relações e continuamos com reclamações repetidas ou iguais às dos outros ao lado. Isso pq não percebemos, mas continuamos problemáticos iguais. Repetimo-nos como máquinas. Não melhoramos o nosso discernimento, só mudamos de parceiro. Não melhoramos nosso critério de escolha e nem passamos a ser melhores. Pq deveríamos então ser mais felizes? Vc prefere contar com a sorte ou com vc mesmo?

sexta-feira, abril 14, 2006

A Verdadeira história da relação homem-mulher (autoria de Flávio Gikovate)

Atualmente ainda é grande o número de mulheres que tem uma visão unilateral e, até certo ponto, machista acerca da história das relações íntimas entre homens e mulheres. É fato que os homens sempre foram fisicamente mais fortes e se beneficiaram disso para, antes da vida em sociedade, ter acesso às mulheres que lhes despertavam o desejo. Em sociedade, porém, as escolhas e as parcerias sempre foram regulamentadas. Determinados homens deveriam se casar com determinadas mulheres e as escolhas eram feitas pelos pais deles. Ao homem cabia uma série de deveres e direitos, sendo o mesmo verdadeiro para as mulheres. É fato que os homens tinham seus direitos matrimoniais, o que significava que as mulheres tinham que estar sempre disponíveis sexualmente. Isso só se modificou de muito poucas décadas para cá.

Agora, os casamentos não foram fundados, ao longo da história, em sentimentos amorosos. Quando um homem quisesse ter acesso a qualquer outra mulher que lhe despertasse o interesse sexual ou sentimental, dependia completamente da concordância dela. Ou seja, dentro do casamento ele tinha direitos e deveres e agia como se fosse o rei, o chefe; mas o clima não era de natureza amorosa e sim de associação para fins reprodutores e para, juntos, enfrentarem a adversidade da vida prática. Qualquer vivência de caráter erótico ou sentimental, que sempre acabava por acontecer, dependia dele se fazer interessante aos olhos das mulheres, sendo que estas já eram interessantes porque haviam despertado neles o interesse sexual e/ou sentimental. Dependiam, portanto, da aprovação delas.

Elas iriam admirar e aceitar a aproximação de determinados homens que tivessem as prendas que elas valorizavam. Ou seja, afora o contexto conjugal, o homem sempre foi muito preocupado em agir de uma forma que agradasse às mulheres. Se elas valorizassem os caçadores de grandes animais, era a isso que eles iriam se dedicar. Ao valorizarem os guerreiros, estimulavam os homens para as guerras. Os homens não queriam as guerras e nem as caças. Queriam as mulheres! Os homens sempre quiseram as mulheres e agiram desta ou daquela forma porque achavam que estavam provocando a admiração delas.

É terrível ver a história masculina por este ângulo triste, no qual o masculino sempre se definiu a partir do feminino. É assim até hoje: se as mulheres valorizarem homens simples, sem carro, cultos, poetas e delicados, assim seremos! Se valorizam os carrões, então queremos ter os carrões. Não para ter os carrões e sim para termos acesso às mulheres.

É por este ângulo que estou vendo a questão e é por isso que não posso aceitar com facilidade esta idéia de que as mulheres foram apenas vítimas da opressão masculina, que elas foram pisoteadas e prejudicadas. É fato que eles as afastaram das boas condições de trabalho social (isso quando pensamos na história recente da humanidade e não nos milênios que nos antecedem).

Fizeram isso para se defender, para terem o poder econômico com o qual pretendiam neutralizar o poder sensual feminino. É por fraqueza que fizeram o que fizeram. O homem sempre foi o sexo frágil justamente porque sempre quisemos muito (e ainda queremos) ser bem aceitos pelas mulheres.

Quando se ouve os relatos das inseguranças sexuais dos homens mais delicados, daqueles que não são os cafajestes, eles estão sempre preocupadíssimos em não decepcionar as mulheres com quem estão se relacionando. Eles estão o tempo todo preocupados em não fracassarem sexualmente diante daquelas deusas a quem eles atribuem o direito de julgá-los e de avaliá-los como criaturas dignas, como verdadeiros homens. Isto pode inclusive provocar neles tamanha insegurança que os impulsiona na direção daquelas mulheres que eles menos valorizam e que eles acreditam que agradarão com mais facilidade. Assim, muitos homens legais acabam por se afastar das mulheres que eles gostariam de namorar justamente porque não acham que vão ser aceitos por elas, que não vão estar à altura delas nem mesmo no plano sexual.

Ora, isso não é superioridade e nem dominação. É fraqueza e insegurança. Os homens machões, aqueles que precisam depreciar as mulheres o tempo todo, são movidos por inveja. Falam mal de mulher mas nos carnavais de antigamente eram os que se fantasiavam com roupas femininas! Queriam ser mulheres porque queriam despertar o desejo visual que sentem por elas. Queriam se sentir desejados do mesmo modo que desejam. Toda hostilidade gratuita é manifestação de inveja. Os machões sentem inveja das mulheres. Os melhores homens se sentem inseguros e não se percebem a altura delas. Onde está a tão falada potência masculina, a tão temida superioridade e dominação dos homens sobre as mulheres?

Cuidado: Ele está de olho!

Sexta-feira da paixão e muitos de nós não comemos carne. Sacrificamo-nos um dia por ano por Ele (há tb os que se sacrificam toda semana, aos domingos). Temos receio de, se não o fizermos, estaremos sob os olhos e seremos amaldiçoados com alguma coisa, afinal, quem manda aqui é Ele.

Não só nos dias de hoje, muitas vezes ficamos receosos com a vingança divina depois de situações onde sabemos que não fomos muito corretos. É como se esperássemos a advertência por um erro que só nós sabemos que cometemos e que, a bem da verdade, não influirá em nada na sua vida!

Há tb o outro lado, pq quando obedecemos aos mandamentos Dele, parece que esperamos o agrado tão merecido pelo respeito à Ele dedicado.

Nestas datas pontuais nos vestimos de crentes e seguidores de Deus, esquecendo durante os outros 364 dias que Ele está por aí do mesmo jeito. Nas datas pontuais, é só seguirmos as "leis" divinas que todos estarão sendo perfeitos. Nos outros 364 dias podemos ser o que quiser, afinal teremos pago com nosso sofrimento de um dia ficar sem comer carne. 364 dias de vale tudo,depois perdão absoluto.

Creio que a maioria, inconscientemente ou não, age assim.
E é a pressão externa do envolvendo de tal forma que passamos a achar que tudo que acontece é por culpa Dele. As coisas boas e ruins. Nada é nossa culpa.

Não sou contra nenhuma religião, mas sim quanto a forma como as pessoas (em geral) vivem a vida, alicerçando seus problemas em que não tem nada a ver com isso e fazendo associoações sem um pingo de racionalidade.

quinta-feira, abril 13, 2006

Assumindo responsabilidade

Quando escrevo algo aqui algo que penso como mais próximo de uma 'verdade", sei que estou me responsabilizando em ter atitudes compatíveis, e que mais cedo ou mais tarde situações parecidas poderão bater em minha porta e serei cobrado por coerência. Talvez até mais internamente que externamente.

Sei que é mais fácil dizer as coisas certas quando se está "de fora".
Sei que existe um contexto maior diante das situações aqui descritas.
Sei que estar sozinho facilita enxergar os erros.
Sei que enxergar os erros anteriores é fácil, difícil é enxergá-los e ter atitude em "tempo real".

Sei de muitas dificuldades, mas nada me impede de ser rigoroso em procurar entender melhor a mim mesmo e as pessoas. Aliás, entender melhor como sou só me empurra na direção do acerto, tenho certeza disso. Veja bem, estar na direção do acerto não significa acertar de vez.

Quanto mais se estuda, não são maiores as chances de se passar de ano?
Ou seus acertos sempre caem do céu?

quarta-feira, abril 12, 2006

Revisão de conteúdo

Certamente ao reler meus textos antigos (alguns deles ainda no ar e podem ser vistos através do link fixo deste blog à direita) sinto que não sou mais aquele Stefano. Engraçado como minhas perspectivas mudaram. A idéia do amor incondicional e inevitalvelmente possessivo já não existe mais. Principalmente a idéia de que o amor - de verdade - era aquele que não poderia ser resumido em palavras e que não havia justificativa racional alguma para acontecer.

Hoje não vejo o amor como uma condição de sobrevivência. Não procuro, a todo custo, que qualquer pessoa seja comandante de minhas ações e nem quero que isso aconteça novamente. Não está no outro o poder de minha felicidade, muito menos procuro partes faltantes em mim em alguém, pois sei, hoje, que esse é o ingresso de tantos problemas que já vivi.

Não tenho o caminho do sucesso, mas sei por onde não ir mais. É com rigor que uso minha razão para me destinar em caminhos diferentes, fazendo escolhas que passem por um certo juízo e não apenas emocional.

Não que eu possa escolher de quem eu irei gostar - isso infelizmente ninguém pode. Mas posso e devo ser rigoroso comigo mesmo e pensar sobre quais motivos me levaram a sentir algo por aquela pessoa. Assim busco em mim mesmo respostas sobre o que eu sou, o que espero de um relacionamento e o que busco efetivamente em uma pessoa - conscientemente ou não.

Não há mágicas nem grandes mistérios no amor. Costumamos escutar de todos os lados que o amor é uma coisa mágica e totalmente irracional - esta era a forma que eu pensava seriamente como a única de "explicar" o amor, o que pode ser constatado em meus textos anteriores.

Tento agora explicar melhor como isso acontece. É batata: a grande parcela das pessoas costuma admirar e passar a gostar de pessoas que exibem qualidades que não possuímos. Sendo quieto, tendemos a gostar de quem é extrovertido. Sendo calmo, gostamos dos que são mais "pavio-curto" e por aí vai... O que quero mostrar é que, mesmo que temos raiva de gostar de tal pessoa justamente pq sabemos que ela é assim ou assado, gostamos dela pq, definitivamente, aquela característica antagônica à nossa nos faz admirá-la e muitas vezes invejá-la. Amor e inveja são derivados da admiração que temos por uma certa característica (que nos casos mostrados não possuímos, e que, ainda nestes casos, a admiração deve provocar a inveja, pois não temos como sermos um dia parecidos com uma pessoa tão diferente da gente).

Gostar de uma pessoa tão diferente reflete, se vc parar um pouco pra pensar, que só podemos admirar uma pessoa com jeito diferente do nosso quando não estamos contente com o que realmente somos. Se tivéssemos uma auto-estima realmente boa, pq admiraríamos justamente alguém que é oposto às nossas características básicas?

Se vc entendeu a confusão que escrevi, vai entender pq as relações entre pessoas tão diferentes está alicerçada em desconfiança. Como podemos confiar em uma pessoa que é tão diferente de nós? Como podemos alicerçar um relacionamento que não em afinidades de caráter, personalidade e outras coisas importantes? Como vc vai entender a cabeça de uma pessoa que tem o comportamento e personalidade tão diferente da sua? Não te parece evidente que não dá certo? Que as brigas serão constantes e pelos mesmos motivos, ao menos que alguém fique cedendo ( o bonzinho) o tempo todo? Quem aguenta isso? Sufoca qualquer um. E ainda há pessoas que são escravas desta situação por um tempo, como eu já fui. Conto isso por experiência própria. Por sorte, e não por competência minha, tomei um pé-na-bunda que me fez enxergar estas coisas, hoje tão óbvias.

O amor é também muito racional. Não é apenas mágico no sentido de ser inexplicável. O amor como sendo inexplicável pode estar na idéia das pessoas com as melhores intenções - como eu já tive - mas está longe de coincidir com a realidade que está a nossa volta.

Quer saber mais, leia este livro.

Mensagem do dia

Não me convidem para comunidades no Orkut.

Berlusconi comendo "catota"

Control C > Control V do Blog Querido leitor.

Vídeo de Berlusconi comendo catota com café. Hilário e nojento.


I will always love you


Whitney Houston acabada. Que ela usava drogas, acho que todo mundo sabia. Mas pensei até que ela estava se recuperando em tal, afinal deu uma sumida do noticiário... Eis que vejo estas fotos no queridoleitor. É de assustar o que as drogas podem fazer com uma pessoa.

terça-feira, abril 11, 2006

Como tudo começou!

Não me lembro direito, mas minha memória me conta que escrevo alguns textos desde 1996/97, algo assim. Comecei a pensar e dividir idéias e pensamentos cedo, sem qualquer influência técnica além de tentar me entender com minhas próprias palavras. Os textos eram sempre falando de minhas experiências, principalmente amorosas, as quais sempre me dava mal. Comecei a pensar mais sobre nossa subjetividade ao me deparar, em 1998, com o programa Ponto de Equilíbrio, que era assistido por minha mãe e eu acompanhava. Lá, conheci um psiquiatra de fala mansa, calmo, extremamente didático e simples nas explicações sobre personalidade e comportamento em geral. Sem associar o nome a pessoa, logo depois passei a ouvir, já na rádio 97FM, o programa Radioterapia. Com pouco tempo de ouvinte, percebi ser o mesmo apresentador do Ponto De Equilíbrio. O nome dele era Dr. Isaac Efraim. O programa durou aproximadamente um ano (1999), e se caracterizava por temas pré-selecionados que eram debatidos com ouvintes que ligavam para contar suas próprias histórias relacionadas ao tema. O programa era excelente, muito dinâmico, e o psiquiatra tentava, em poucos minutos, caracterizar certos comportamentos humanos baseados nas histórias contadas, algumas vezes tb ajudando o ouvinte.
De lá, o Dr. Isaac foi para a rádio Brasil 2000, isso já em 2001, onde o programa passou a se chamar Alta Ansiedade e manteve o mesmo padrão de funcionamento do Radioterapia. Todos os programas tinham audiência qualitativa, mas por problemas (não de patrocinadores) de audiência quantitativa os programas não vingaram por muito tempo. Uma pena. O Dr. Isaac é um excelente profissional e o programa esbarrava na dificuldade de as pessoas enxergarem a si mesmas, o que é difícil e muitas vezes constrangedor ao próprio psiquismo.

A esta altura já havia comprado o livro do Dr. Isaac, recomendadíssimo. Diria que foi um grande aprendizado a leitura pela mesma ser extremamente leve e didática. Propícia ao bom entendimento e ao início de uma viagem dentro de si mesmo.

O Dr. Isaac, além de fazer o programa na rádio, deu algumas palestras e durante uma delas eu o conheci pessoalmente. Mantive alguns contatos por e-mail simplesmente por admiração do trabalho dele . Não sou louco, mas cheguei a ler o livro dele umas 5x, quase sempre durante momentos de angústia e sofrimento derivados de minhas emoções muito exaltadas. Era pouco calmo e muito exigente. O livro ajudou-me a desmistificar meus pensamentos curtos e mostrou-me, como grande lição, que enquanto eu ficava ligando pontos imaginários na minha cabeça, o mundo girava e eu perdia a percepção do mundo que poderiam me levar a uma maior porcentagem de acerto na vida. Quem pensa não presta atenção, esta foi a grande lição que deu uma reviravolta na minha vida. Parei de pensar sobre aquilo que eu não podia comandar. Abri mão e parei de sofrer sozinho. Comecei a ver o mundo girar e passei a tentar me sintonizar com ele. E acho que consegui.

Dr. Isaac foi uma grande lição em minha vida, graças a seu livro e sua forma de abordagem dos assuntos comportamentais. Mas o sumiço dele da mídia escrita e das rádios fez eu dar uma parada nesta busca.

Ano passado fui apresentado ao Dr. Flávio Gikovate por um amigo, que me apresentou o livro "O Mal, o Bem e Mais Além: Egoístas, Generosos e Justos". O livro retrata de forma excepcional a forma como a maioria dos casais são formados; baseados em admiração mútua de características que não temos. Mostra claramente como temos a tendência de gostar de alguém que é diferente da gente, portanto admiramos qualidades que não possuímos e buscamos aquilo como um complemento a nós mesmos. A simplicidade e a forma de escrita do Dr. Flávio Gikovate é singular. Claro e direto, não há como não se surpreender aprendendo com o que ele escreve.

À partir daí não parei mais de lê-lo, comprei, li e reli muitos dos seus livros. Não são livros teóricos, são práticos. Característica do Dr. Flávio é não se prender a doutrinas psicológicas se estas não coincidem com os fatos. Ele gera novas idéias e possibilidades, conectando vc à realidade de uma forma surpreendente. Vale cada centavo.

Estou relendo "A Liberdade Possível", e durante a releitura estou escolhendo alguns trechos para colocar aqui. Espero que vcs curtam a viagem.

Autorização

Quando publiquei a primeira frase do livro de Gikovate, pensei logo em direitos autorais. Resolvi primeiro detalhar a fonte. Não obstante, busquei contato pelo site pedindo liberação de divulgação do conteúdo com a devida citação de autoria. No mesmo dia, Elaine, uma secretária responsável, respondeu-me com sinal positivo, desde que houvesse a citação e o link para o site.
Então está tudo legalizado.

Foto















Quando eu não saio de olhos fechados, saio com eles arregalados. Fazer o quê. Só se nascer de novo. Eu e Juliana, no aniversário dela. Parabéns, Juliana. O aniversário foi seu, mas o presente de ter conhecido vcs, meu!

Crash - No Limite

Recomendado pelo meu cunhado, resolvi alugar Crash - No Limite, o vencedor do Oscar de melhor filme. Começo dizendo que não sou um bom entendedor de filmes. Sou facilmente engabelado por uns roteirozinhos mais complicados, digno de ter que perguntar a alguém. Melhorei um pouco, é verdade, mas ainda sou meia-boca.

Mas Crash não tem muito o que entender. São histórias paralelas que se esbarram em Los Angeles, trazendo bastante "food for thought" sobre a personalidade das pessoas, sobre o politicamente correto e sobre racismo.

Eu curti bastante. Achei que dá pra ver bem aquilo que gostaríamos de ser, aquilo que gostamos de parecer e no fundo o que realmente somos. Estas contradições mostram-se claras e muito dependentes do contexto a que cada personagem se situa, mostrando que todo mundo tem certas características que são engatilhadas dependendo da situação.

Ao meu ver o filme mostra o quanto a sociedade nos empurra "padrões de pensamento", e muitas vezes, mesmo lutando bravamente e tentando mostrar o contrário, levamos este padrão ao nosso inconsciente e esta influência passa a ser camuflada por nossa razão.
Então, agimos pelo padrão quando somos pressionados, negando veementemente que somos aquilo em nossa essência.

Enfim, as circunstâncias do filme ajudam bastante a reforçar este padrão nos atores e em nós mesmos, o que requer que pensemos rigorosamente sobre o que carregamos em nosso inconsciente, sem negar a sua existência.

Vale a pena ver o filme.

Momento Gikovate, parte 2

"Temos razão suficiente para compreender nossa dolorosa condição, mas nem sempre conseguimos suportar o que constatamos. Em virtude da intolerância que se segue a tal incompetência, temos nos distanciado dramaticamente de nós mesmos e nos tornado ignorantes acerca de nossas propriedades... colocamos a sujeira debaixo do tapete. Somente há cerca de 100 anos é que fomos orbigados a reconhecer, ao menos de modo insofismável, que somos portadores dessas "sujeiras", que desapareceram de nossa consciência e se instalaram em outra instância psíquica, chamada inconsciente, cuja existência é a prova que nós, seres humanos, temos exercido, de forma regular e persistente, a 'política do avestruz' : escondendo-nos e afastando-nos de nós mesmos."
...
"Buscar a verdade é um indicador de coragem para a instrospecção, condição indispensável para conseguir avançar para o autoconhecimento e para a liberdade.
A liberdade Possível. Edição Revista 2006. Pág 24 e 29.

Reflexões do dia

Pq não usamos o mesmo rigor que temos na escolha de uma amizade na hora de escolhermos nossa companhia amorosa?
Onde está escrito que somos escravos de nossos sentimentos?

segunda-feira, abril 10, 2006

Momento Gikovate

Começo hoje a colocar algumas frases retiradas dos livros de Flávio Gikovate. O intuito é uma provocação sincera e direta.

"Não tenho dúvida acerca de nossa tendência de minimizar o peso de nossas fraquezas íntimas e de superdimensionar as pressões que sofremos de fora para dentro. É dor menor ver-se oprimido do que se reconhecer limitado. É mais confortável a condição de vítima. Não é impossível que seja exatamente por essa via que nos tornemos mais vulneráveis às pressões de fora: preferimos ver as coisas dessa forma a termos de deparar com as limitações internas."
A Liberdade Possível. Edição Revista 2006. Pág 19.

Piadinha da Rosana Hermann

"...Nascemos para falar. Mesmo porque temos os grandes, os médios e os pequenos lábios."

Adeus Maluf

Como é bom ver o Maluf apenas com 4% das intenções de voto para governador/SP. Demorou, mas parece que aprendemos. Mas se a estatística estiver correta, 4 entre 100 pessoas ainda acha que vale a pena o "rouba mas faz".
Continuo achando que merecemos os políticos que temos, e que a solução não pode ser imposta de cima pra baixo, e sim o contrário. Só com a educação do povo que poderemos um dia escolher melhor toda aquela gente que nos representa. E nos representa da mesma forma que temos representantes na sociedade, a mesma cambada de espertinhos que só pensam em levar vantagem. É só olhar para o nosso lado que vemos pessoas assim. O mesmo que reclama do político, guardada a devida proporção de poder, atua com a lei-de-gérson debaixo do braço. Isto é Brasil.

domingo, abril 09, 2006

Amigas Reais

Saí ontem para conhecer pessoas novas. Já queridas por várias e-conversas, eu estava um pouco inseguro, sem saber como seria o impacto de ambos os lados quando estaríamos, finalmente, juntos. Eu era o desconhecido da turma. Turma eu digo, mas estava lá para conhecer pessoalmente duas amigas.
Essa pode parecer uma situação tranquila para qualquer pessoa, mas não deixa de ser uma pequena vitória eu ter ido lá e encarado a situação sem grilos. Estou numa fase diferente, sentindo-me bem comigo mesmo, tentando sempre olhar para cada situação como se fosse nova (sem posturas condicionadas) e sendo mais rigoroso comigo mesmo, impedindo a imposição - muitas vezes sem sentido - de freios internos.
Fui para conhecer duas novas amigas e conheci outras tantas pessoas, quase todos jornalistas, apenas um biólogo (eu) e uma psicóloga no meio. Barzinho e depois baladinha, sem expectativa nenhuma, só poderia ser perfeito. E foi.

Celular novo

A parte boa de ter um celular roubado(meu caso) e ter que comprar um novo é que vc perde toda a sua lista de telefones/contatos, o que significa que só vou recuperar a lista de quem realmente interessa e daqueles que me ligam. Chega de telefones que servem pra encher a memória.

É nossa a responsabilidade

A ciência progride independente de vc querer ou não. O homem vai se redescobrindo e criando novas possibilidades. Por este simples exemplo, percebemos que está nas mãos dos homens o que fazer com uma nova descoberta e com uma nova ferramenta que aqui chamei de possibilidade.

MSN e ORKUT, por exemplo, são ferramentas que podem nos fazer um mal terrível. Aliás, nunca deveríamos pensar assim e/ou escrever isso. Nós somos "vítimas" de nossas próprias ações e atitudes, quase sempre em virtude de querermos a qualquer custo o bem estar (ou até mesmo vamos em busca das coisas ruins!) ilusório que nossa psique insiste em nos vender por aquela via. Vamos procurar nossos problemas exatamente onde sabemos que estão, e depois temos uma grande tendência em apontar o dedo pra fora na hora de buscar os "culpados", já que é muito mais fácil para mantermos nossa reputação, dizendo pra nós mesmos que o MSN ou Orkut são uma droga. Talvez sejam drogas mesmo, para aqueles que, como eu já fui um dia, se viciam em causar o próprio mal. Temos que ser rigorosos com nós mesmos para fazer um bom uso de tudo aquilo que possa nos proporcionar coisas legais, ao mesmo tempo que temos que discernir completamente que o seu mau uso nos trará problemas. Reitero, portanto, que é o mau uso que nos causa algum mal, e não a ferramenta por si só. Ela só responde ao seu controle.

Pense se não é fácil: apague aquela pessoa do seu MSN. Bloqueie. Não entre no orkut das pessoas que lhe faz algum mal saber delas. Pronto. Com alguma disciplina e rigor mental vc melhora rapidinho, e depois até esquece. Assino embaixo por experiência própria.

Acelere sua vida em direção à sua própria responsabilidade de ser realmente feliz.

sexta-feira, abril 07, 2006

Sonhos, Ilusões, Fusão e Realidade

Andei jogando fora coisas velhas de amores antigos. Andei vendo o quanto eu sonhava e o quanto era legal sonhar. Sonhar te dá asas, permite a falta de sintonia, permite viajar apenas em pensamentos que estão longe de ser realidade. De tanto lembrar dos meus sonhos, acabei associando minha ingenuidade e falta de experiência à eles. Pensando bem, de uma certa forma sonhar é permitir-se desplugar do que é real, é ser feliz e imaginar que o mundo pode ser feito por aqueles pontinhos que ligamos em nossos pensamentos, quase sempre nos permitindo o mais lindo devaneio sobre o que é amor.

Hoje percebo que não vivo mais este tipo de sonho. De uma forma geral, o tempo relacionado com a maturidade e experiências amorosas foram me tornando menos sonhador. Tava lembrando de como escrevia cartas amorosas aos montes pras respectivas, todas regadas de muito romantismo (outro dia achei uma que me deu até vergonha. Na verdade me livrei de muitas delas, mas ainda preciso fazer a limpa no meu armário). Lembro como passava o tempo criando super-hipers figuras no CorelDraw escrevendo meu nome com o dela. Vááááárias versões. Todas devidamente entregues com o sorriso de orelha a orelha. Ah, fora os muitos apelidos impublicáveis, de tanta vergonha.

Com o tempo, passei a comprar cartões prontos. Escrever eu ainda tenho gosto em fazer.
Apesar da mudança, acho tolice imaginar que o amor agora é menor, que minha vontade de estar com a pessoa amada é menor. Aprendi com a vida a sonhar menos com o amor que querem vender como perfeito, o que me deixou mais sereno, mais calmo, menos ciumento. Trazer a realidade mais próxima da nossa mente pode acabar com muitas ilusões, com certa dose dos sonhos, mas não significa que vc ama menos (aliás, o conceito de amar está extremamente doido nesse mundo. Todo mundo ama todo mundo. É eu te amo pra cá e pra lá, permeado por brigas, discussões, falsidade e infidelidade. Conduzir o que é amor para este tipo de relação e tornar a palavra (não o sentimento) tão fácil de se dizer está a serviço da construção do amor como uma coisa sempre louca, que tem que ser vivida como nos sonhos - que quase sempre são muito pouco reais).

Amor é um sentimento de qualidade que não deve ter sua intensidade mensurada pelo padrão de atitude ao qual estamos expostos. Acredito que quem busca a vida inteira por este padrão que está aí, e que se vê nas novelas, filmes (que lembre-se, duram ou horas ou meses), vai ficar vivendo uma vida de montanha-russa. E geralmente são as pessoas que mais se vêem dependente de outras para sua própria felicidade.

Percebo hoje que o que mudou em mim é que não sou mais adepto à fusão romântica, correspondente àquela necessidade que vai nos corroendo por dentro enquanto não estamos com a pessoa amada. Aquele desejo sem fim, quase uma necessidade, não faz mais parte de mim. Isso que mudou.

Prefiro não sonhar se for pra enxergar o mundo mais parecido com o que realmente ele é. Prefiro saber onde estão os erros do que imaginar que tudo será como a imagem que vendem por aí.
Sonhar foi bom, mas não troco o meu hoje pelo meu ontem. Jamais.

Pânico na TV

Saiu na internet que a Samambaia derrotou a Bandida por nocaute técnico, ainda no primeiro assalto. Quanto OBA OBA por isso, não? Pânico se auto promove, como no caso do Carioca-Krishna e agora, com a Sabrina saindo.
Sobre a luta, veio a calhar. Bem feito pra bandida. Acho que bandido tem que se ferrar mesmo!

Pós-assalto

Fui na delegacia com um dos donos da empresa fazer o BO. Coisa corriqueira, que infelizmente serve para pouco, pois menos de 10% dos crimes são solucionados, isso quando investigados.

Antes de responder as perguntas, o escrivão/policial nos deu duas pastas com aquelas fotos típicas (que para mim existiam ainda só em filmes) para reconhecimento dos indivíduos. Vi a primeira pasta inteira e nada, só a observação de que dá até medo de algumas fotos que vi lá. Durante a passagem pela segunda pasta, dei de cara com o desgraçado. Na mesma hora que eu vi, o dono da empresa tb o reconheceu, sem que houvesse comunicação prévia entre mim e ele. Falamos ao escrivão/policial, que nos indagou se nós tínhamos 100% de certeza que era o tal(certeza em porcentagem é dose; certeza é uma coisa absoluta, não?). Como o vagabundo estava de capacete, não poderíamos dar a certeza que ele pedia, então ele não levou em consideração a nossa 95% de certeza (hahaha). Pois é. Mas era ele. E será que a polícia não poderia investigar nada? Isso não serve de nada?

Assaltado

Acabei de ser assaltado. Cheguei na empresa e logo depois que subi (aqui é um sobrado), entrou um motoqueiro de capacete e arma em punho. No começo, eu achei que fosse alguma brincadeira, sei lá. Mas ele logo saiu dizendo que era um assalto e que deveríamos entregar todo o dinheiro e cartões de crédito à ele. Comecei a ficar bastante nervoso, tremendo, e percebi que o assaltante tb tremia. Conforme sempre li, tentei ficar calmo e disse ao assaltante que iria fazer, que iria abrir o bolso de minha bermuda(bolsos laterais) onde estava minha carteira para entregar-lhe o dinheiro. Ele ficou olhando para mim e entreguei o dinheiro que tinha. Ele pediu meus cartões, e como não ando com cartão, disse que não tinha. Ele fez eu abrir minha carteira e mostrar tudo o qu eu tinha. Comecei jogando todos os cartões de locadora, estudante etc ao chão para que ele pudesse crer em mim. O pior da situação é que vc se garante que não irá reagir, mas e a outra pessoa, vc nunca sabe. Meu nervosismo vinha daí.

Logo em seguida pediu meu celular, e logo avisei que estava no outro bolso e que iria pegá-lo. Ao entregar o celular pré-pago de 150 reais, o cara reclamou dizendo que o celular era velho. Posteriormente pediu tudo ao meu amigo, dono da empresa, da mesma forma, e ainda achou uma carteira de um terceiro e pegou tudo. Ladrão bonzinho que deixa os cartões.
Ah, o meliante (hahaha) estava sozinho, embora havia dito que havia mais dois ali embaixo cuidando da parte das máquinas da empresa. Depois de tudo, saiu com sua moto... e adeus.
Ufa. Poderia ser pior. Está tudo bem. Agora.

Linux

Estou tentando aprender a mexer em Linux. Instalei aqui em minha máquina mas mantive o windows tb. Está em dual boot. Preciso aprender a mexer no linux que chegará o dia que todo mundo quererá ser livre, e nada de pagar tanto para ter um Windows oficial em seu computador.
Confesso que demorei a criar coragem de instalá-lo, mas o ofício me obrigou. Estou indo agora em Diadema instalar Linux numa empresa que terá seus computadores fiscalizados em relação ao windows, adobe etc. Não é tão bicho de sete-cabeças assim. Basta ter vontade. A instalação é extremamente rápida, que demora mais é para deixar tudo funcionando, configurar tudo, e nisto ainda não estou bom como no windows. Pense vc em começar a usar linux, talvez a sua futura empresa trabalhe com ele e vc terá que saber manejá-lo. E viva o software Livre.

quinta-feira, abril 06, 2006

Antídoto e Veneno

As mulheres compromissadas odeiam, em geral, quando os respectivos ficam olhando pras outras. Com razão, embora é interessante ponderar que as mesmas mulheres sabem que biologicamente a parte visual instiga muito o homem. Usam a mesma arma que as atingem. Ficam cada vez mais bonitas para aumentar a própria visibilidade (e auto-estima, de uma forma efêmera) e atraem cada vez mais os olhares dos homens. Homem não distingue se a mulher tem relacionamento ou não. E nem se preocupa muito, em geral, se tem relacionamento. Mulher se valoriza por estar sendo olhada. Eita ciclo.

MTV

Eu não entendo, se é que é pra entender, as vinhetas da MTV. Ou eu sou retardado ou sei lá. Aliás, hoje tentei assistir uns bons 15 minutos da programação nova da MTV. O DiskMTV com aquelas duas menininhas moderninhas achei bastante sem graça. Depois assisti YaDOG! e percebi que, da mesma forma que DiskMTV, a MTV está abusando de programas onde os apresentadores ficam conversando entre si ou com os telespectadores ao vivo ou ainda lendo coisas online. Poderia até ser bom, mas num gostei.
Da MTV eu acho o Mion bom pra apresentar o COVERNATION. O TopTop tb é legal quando o tema é legal, pois os apresentadores levam bem o programa interagindo entre si, neste caso com falas prescritas.
Outro dia assisti tb um programa com o Cazé e com a Marina Person(não sei o nome), ambos apresentadores que considero bons, mas o programinha em si é um lixo. Perguntas sem nexo para adolescentes, aquela coisa básica de acertar e errar e vai ganhando ponto. Senti vergonha de estar assistindo tamanho crime contra bons apresentadores, evidenciando que não basta o cara ser bom, o programa tb tem que ser.

Melhor amigo.

Meu melhor amigo é uma amiga. Minha melhor amiga é uma ex. Minha melhor amiga é bastante bonita e está solteira. Conheço-a há 13 anos. Há 11 anos tivemos um namorico. Namorico não pela pouca intensidade, mas sim pela pouca experiência e maturidade - esta última principalmente de minha parte. Eu me achava o dono-da-verdade. Era impulsivo e idealista ao extremo. Tolerava mal a opinião alheia e sempre achava que todo mundo deveria sentir as mesmas coisas que eu estava sentindo. Achava que o computador que cada um tinha na cabeça era igual ao meu. Ledo engano, que quando vc percebe, permite que vc seja mais tolerante. Mas isso é outra história... voltemos ao assunto da amizade.

Um acontecimento muito forte, que marcou minha vida e que me fez tomar outros rumos, foi exatamente quando eu namorava esta amiga. Um dia estávamos na praia e nem lembro pq eu briguei com ela (não seria difícil imaginar alguma briga pois eu era muito chato pelo meu ciúme), apenas sei que ela, cansada disso, resolveu ir embora e me deixou falando sozinho. Saí andando e apertei o passo em direção à ela segurando-a no braço para impedi-la de ir embora - com certa força. Lembro-me, como se fosse hoje, da cena: ela olhou pra minha cara, olhou para a minha mão que a segurava e disse: "Solte-me. Nunca mais faça isso comigo. Nunca mais me aperte assim!"

Outra cena, péssima para mim, foi quando ela disse na minha cara que eu me sentia o dono-da-verdade.

Nossa. Como aprendi com ela! Quando as fichas começaram a cair, tudo passou a fazer sentido e eu enxerguei, talvez pela primeira vez, como eu NÃO poderia ser com uma mulher. De lá pra cá, separados, construímos uma amizade tão sólida e estável que dificilmente quem está de fora consegue enxergar como amizade. Cabe aqui dizer que é engraçado relatar como as amizades têm sua intensidade e valor muitas vezes subdimensionadas em relação ao amor e uma paixão, pois amizades assim construídas são imensuráveis e deveriam ser bastante cultivadas e valorizadas. Tanto quanto o amor.

Hoje eu me questiono se conseguiria ser tão amigo de uma mulher se não tivesse tido algo antes com ela (tive uma ex que, quando terminamos, percebeu-se apaixonada pelo seu melhor amigo. Terminou comigo e já estava com ele, o qual sempre desconfiei, mas como minha melhor amiga tb era do sexo oposto, eu não tinha um álibi real, apenas imaginário: o ombro amigo (do sexo oposto) é perigoso quando não há uma aferição estabelecida, de alguns dos lados, sobre o que dali pode sair. Conviver com intimidades alheias sem que tenha havido qualquer intimidade anterior, na minha idéia parece bastante complicado. Será que tenho álibi agora?

Sentimento x Razão

Tenho um primo argentino que trabalha em uma rádio local e que, quando há jogos do River Plate no Brasil ele vem pra cá e quase que sempre acabo sendo o guia dele por São Paulo. Ontem fui a Jundiaí levá-lo a cobrir o jogo River X Paulista (de Jundiaí). Estava com a camiseta do River na mala e tudo. Preparado para torcer pelo River. Puts, mas não é que, quando chego lá, com toda aquela torcida pro Paulista, eu fico meio-que-torcendo pelo Paulista? Definitvamente não consegui torcer pelo River, talvez seja aquela máxima de torcer pelos mais fracos, sei lá. Apenas sei que fui preparado para torcer para um, mas no meu íntimo, até gostei que o Paulista ganhou. É, nem sempre a razão e a emoção andam juntas, e este talvez seja a situação menos incômoda de resolver. Pior, infinitamente pior quando o assunto é amor.

Fóruns

Eu participo de alguns fóruns, motivados pelo meu gosto por informática e home-theater. Eu acho legal participar de fóruns, discussões, ouvir o que o outro tem a dizer a respeito de suas idéias e balizá-las diante de cada forma de pensar. Plugue-se em algum fórum, existem milhares por aí e sobre assuntos diversos. Aprenda divertindo-se ou vice-versa.

Daslu

Será que se eu fosse rico igual ao Justus e tivesse uma namorada igual a Ticiane Pinheiro eu iria ter minha lista de casamento na Daslu? Direto do ótimo blog da Rosanna Herman.

Apresentação

Nada melhor que macaco computadorizado para o nome deste blog. Advindo de uma reflexão de Flávio Gikovate, compreende a característica que nos diferencia dos outros animais, que é a capacidade de usar um elemento que nos remete a possibilidade de gerenciar as informações a fim de que possamos usufruir melhor não só o ambiente, a vida, as outras pessoas, mas também progredir em nosso estado de felicidade. Temos a vantagem que este computador não tem o problema de espaço físico insuficiente; e por mais que às vezes seja igual ao windows e dá pau,
sempre tem um control-alt-del que fecha aquele programa que está causando problema.

O intuito deste blog é dividir idéias, sugestões, acontecimentos gerais, notícias, experiências corriqueiras, dissabores, prazeres, amores etc; procurando não apenas entreter vc, leitor, mas tb imaginando que vc esteja em constante busca de si mesmo, de sua subjetividade e de autoconhecimento.

As dores me trouxeram ao mundo da razão, à descoberta de um computador em meu cérebro, e a partir desta descoberta não consegui parar mais de buscar o autoconhecimento. Hoje é óbvio enxergar os erros do passado, fruto de uma maior descoberta de mim mesmo. Descobrir-se é doloroso, conviver consigo mesmo é rever-se, autocriticar-se, e não despejar toda a sua subjetividade em alguém que é visto como a salvação de nós mesmos. Aliás, talvez neste ano e pouco que estou sozinho (leia-se sem namorada) minha maior descoberta tenha sido justamente como pode ser bom estar sozinho. Curiosamente é sozinho que aprendemos como sermos melhores, e não com alguém que geralmente nos impõem certas características e nos padronizam em atitudes e comportamentos. Este alguém, quando visto deste jeito, faz o mesmo papel que nossa família, pois sem querer nos percebemos com atitudes e comportamentos que nos são peculiares sem que tenham passado pelo crivo de nossa razão. Estar sozinho é abrir a possibilidade de descobrir os próprios vícios, o que provoca uma dor passageira que é suficiente para espantar grande parte das pessoas que toleram mal contrariedades, e portanto acabam longe do sentido real e prazeroso (a médio-longo prazo) do autoconhecimento.

Autoconhecimento é a palavra. Muito bonita, todo mundo curte a idéia. Mas, efetivamente, quantos que estão dispostos a uma dor ao encarar a própria subjetividade? Falar é bom. Aliás, falar é fácil, não só bom. Soa interessante, soa atual. O vício generalizado não é ter atitude conforme o que se fala. É uma pena que as pessoas não são aquilo que falam, e nem ao menos se importam com isso.

Acho até que é em virtude disso, em um estágio final, temos um mundo vale-tudo em que a felicidade é uma busca constante e vivida como montanhas-russas; e o pior, uma busca externa de uma infelicidade interna, visto que procuramos externamente o bem estar, como se todas as respostas as nossas características e sentimentos fossem somente pressões advindas daí.

Altamente influenciado pelo Flávio Gikovate (o qual tenho lido bastante), este blog tem a pretensão máxima de fazer vc pensar. Apenas isso. Usar o computador que vc tem para permear e intervir em seus sentimentos, seus vícios e suas caracteristicas. Não espero sugerir caminho algum para qualquer problemas específicos, mas sim novos pontos de vista acerca de mim mesmo, da vida, do que penso etc.

Atendendo em seu computador, proponho-me a ajudar você a pensar, redescobrir o que somos, o que realmente temos em mente e o que definitivamente queremos - e o quão diferente atuamos em contrapartida ao que "queremos".

Não pretendo me prender a apenas em assuntos pessoais, embora seja o marco inicial deste blog.

"O objetivo é a permanente autocrítica, não com o intuito de nos colocarmos pra baixo ou nos acovardarmos, mas visando a permanente evolução que deriva de podermos corrigir e ultrapassar nossas limitações.
Por não estarmos muito preparados para a instrospecçãoe para o autoconhecimento, sempre foi forte a tendência de atribuirmos a fatores externos a responsabilidade pela não realização de nossos maiores anseios. Sempre foi mais fácil e apaziguante pensar assim, em vez de supor, a sério, a existência de obstáculos internos, ligados à própria natureza e estrutura de nossa subjetividade".

A Liberdade Possível, de Flávio Gikovate.

Seja bem-vindo. E espero que volte.
Stefano.